De acordo com Heerdt (s/d), foi Lyndon Johnson,
presidente dos Estados Unidos, o primeiro a empregar a expressão qualidade
de vida, ao declarar, em 1964, que “os
objetivos não podem ser medidos através do balanço dos bancos. Eles só podem
ser medidos através da qualidade de vida que proporcionam às pessoas.” O interesse em conceitos como “qualidade
de vida” foi inicialmente sociológico, de interesse de cientistas sociais,
filósofos e políticos, pois estava muito ligado à diminuição da mortalidade ou
ao aumento da expectativa de vida. Em suma, estava ligado às condições de vida
da população. Posteriormente, foram-se acrescentando outros parâmetros.
O termo foi ganhando destaque e, ainda de acordo com
o mesmo autor, a Organização Mundial da Saúde passou a definir
qualidade de vida como
“a
percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema
de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas,
padrões e preocupações”. Algumas características importantes para a
avaliação da qualidade de vida, então, foram enumeradas. Percebe-se que o
conceito de qualidade de vida não está limitado ao viés biológico, físico: é um
conceito que abrange todos os âmbitos da vida de um indivíduo.
Como
vimos, apesar de a qualidade de vida interferir em todos os âmbitos da vida de
um cidadão, o domínio físico, o psicológico e o ambiente podem ser aprimorados
pela prática de atividade física regular. Esta traz inúmeros benefícios físicos
e psicológicos para o praticante, como mostrado no capítulo I; ela pode,
portanto, melhorar os padrões de qualidade de vida.
Recentemente, a relação atividade
física e saúde vem sendo gradualmente substituída pelo enfoque da qualidade de
vida, o qual tem sido incorporado ao discurso da Educação Física e das Ciências
do Esporte. Tem, na relação positiva estabelecida entre atividade física e
melhores padrões de qualidade de vida, sua maior expressão. [...] Fora dos
círculos acadêmicos, os meios de comunicação constantemente veiculam
informações a respeito da necessidade de o homem contemporâneo melhorar sua
qualidade de vida por meio da adoção de hábitos mais saudáveis em seu
cotidiano. (ASSUMPÇÃO et al., 2002).
A
qualidade de vida pode ser compreendida, então, como um “fenômeno que se
inter-relaciona com as diversas dimensões do ser humano”, conforme afirma Luís
Otávio Teles Assumpção. É algo tão intrínseco às condições do ser humano que
não há como deixar de estudá-la. Ciências humanas, sociais, biológicas: todas
estudam os aspectos envolvendo a qualidade de vida, mesmo que de pontos de
vista diferentes.
HEERDT, Mauri
Luiz. Site: P.I.M.E. – Net – Pontifício Instituto Missões Exterior. Link: http://www.pime.org.br/missaojovem/mjecologiavida.htm. Acesso: 25/04/2012.
ASSUMPÇÃO, Luís Otávio Teles, et al. Relação entre atividade física, saúde e
qualidade de vida. Notas introdutórias. Revista Digital, Brasil, 2002.

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